Inadimplência de pessoas físicas cai em julho, juro do rotativo volta a subir

Relatório do BC mostrou também que o comprometimento da renda das família para pagar dívidas subiu em junho

O atraso das pessoas físicas no pagamento de empréstimos a bancos teve leve queda em julho, informou nesta segunda-feira (28) o Banco Central.

De acordo com o relatório Estatísticas Monetárias e de Crédito, o índice de inadimplência no crédito livre para esse público diminuiu 0,1 ponto sobre junho, para 6,2%.

Enquanto isso, nos empréstimos para empresas o índice atingiu 3,3%, com aumento de 0,2 ponto.

O relatório do BC também mostrou que o comprometimento das famílias para pagar empréstimos subiu 0,2 ponto de maio para junho, a 28,3%.

Isso foi antes do Desenrola, no mês passado, o programa de renegociação de dívidas no setor financeiro apoiado pelo governo federal.

Juro do rotativo sobe

Outra revelação do levantamento foi que a taxa média de juro do rotativo do cartão de crédito subiu de 437% para 445,7% ao ano entre junho e julho.

A informação vem em meio a discussões entre o governo e bancos para reduzir o juro da linha de crédito mais cara do país.

No crédito pessoal, o juro médio saiu de 91,3% para 92,7% ao ano em julho.

Essas altas foram na contramão do movimento médio das taxas de outros produtos de financiamento nos bancos, que caíram.

No cheque especial, por exemplo, a taxa passou de 134,5% em junho para 132,5% no mês passado.

E no crédito consignado para trabalhadores do setor privado o juro saiu de 38,9% para 38,5% anuais.

Na média, os empréstimos para pessoas físicas tiveram taxa de 58,5% m julho, contra 59,1% em junho.

Febraban piora projeções

Simultaneamente, a Febraban divulgou nesta manhã uma piora nas projeções dos bancos para crescimento do crédito e inadimplência.

Agora, os bancos preveem que as operações de financiamento fechem 2023 com alta de 7,6%, ante expectativa anterior de aumento de 7,8%.

Além disso, a expectativa para o índice de inadimplência no crédito livre 2023 subiu para 4,9%, ante 4,8% no levantamento anterior

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