Qual CDB paga mais? Veja algumas das maiores rentabilidades do mercado
Levantamento feito a pedido da Inteligência Financeira mostra quais CDBs pagam mais nas opções pré e pós-fixado

Menina dos olhos dos investidores conservadores, os CDBs mais rentáveis pagam bons retornos aos seus donos graças a Selic em 13,25%. E vem mais altas por aí. É esperado que até o meio do ano a taxa básica suba para 15%. E talvez um pouco acima disso. Assim, saiba qual CDB paga mais entre os prefixados e também pós-fixados.
Levantamento mostra 18 opções entre as mais rentáveis do mercado. Spoiler: quando o assunto é prefixado, o CDB mais rentável identificado pelo estudo é o do Banco Master, que paga 16,50% ao ano. Já entre os pós-fixados, o destaque é o Banco Neon, que entrega 113% do CDI.
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Contudo, é preciso destacar que nem só de rentabilidade vive o CDB. É preciso considerar que os maiores retornos estão relacionados a maiores riscos.
Assim, confira abaixo quais CDBs pagam mais. E, depois, quanto do capital o investidor deve aplicar nessas opções mais rentáveis e como escolher opções que melhor combinem risco e retorno.
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Quais CDBs pagam mais entre os pós-fixados
Instituição financeira | Rentabilidade |
Banco Neon | 113% do CDI |
Sofisa Direto | 110% do CDI |
BMG | 110% do CDI |
Daycoval | 107% do CDI |
Banco Paraná | 106% do CDI |
Banco Pan | 103% do CDI |
C6 bank | 103% do CDI |
BTG | 103% do CDI |
Conheça também os 10 CDBs que pagam mais entre os prefixados
Instituição financeira | Rentabilidade |
Banco Master | 16,50% ao ano |
BMG | 16,06% ao ano |
Voiter | 16% ao ano |
Daycoval | 16% ao ano |
Willbank | 15,90% ao ano |
Sinoserra financeira | 15,60% ao ano |
C6 | 15,55% ao ano |
Haitong Brasil | 15,47% ao ano |
BMG | 15,30% ao ano |
Original | 15% ao ano |
Quanto investir em CDB de banco pequeno?
Os CDBs mais rentáveis são os de bancos menores, o que pode envolver mais riscos em comparação com instituições financeiras mais consolidadas e bem maiores. Por isso, esses CDBs tem de pagar um prêmio superior para atrair o cliente.
Embora não seja aconselhável colocar a maior parte do capital nessas opções, esses CDBs mais rentáveis podem ser usados para buscar retorno superior à carteira.
“Olhando para um perfil conservador, o ideal é até 20% da carteira em CDBs de maior rentabilidade”, diz o planejador financeiro e especialista em investimentos Jeff Patzlaff.
Já para perfis moderados, “de 20% a 40%, combinando com outras opções de renda fixa”.
E por fim, para o perfil arrojado, “pode-se alocar até 50%, mas diversificando entre diferentes bancos para diluir riscos se olharmos somente investimentos em CDB”, avalia Patzlaff.
Vale a pena olhar só para a rentabilidade?
Saber qual CDB paga mais é importante. Mas não basta. O planejador financeiro alerta que não é seguro olhar apenas para a rentabilidade, mesmo que o valor aportado seja abaixo do teto garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que é de R$ 250 mil.
“O FGC não cobre o valor integral de todas as aplicações caso aconteça uma quebra generalizada de instituições financeiras. Além disso, ninguém quer o trabalho de acionar o FGC e ficar alguns dias sem rendimento até esse trâmite se finalizar”, alerta Patzlaff.
Por isso, é importante combinar boas instituições e rentabilidade alta na carteira.
Assim, o principal indicador para avaliar o risco/retorno de um CDB é o rating da instituição financeira, que seria a análise de crédito do emissor.
Nesse sentido, bancos com ratings mais altos (AAA, AA+, AA) são mais seguros, enquanto aqueles com ratings mais baixos oferecem mais risco.
Outra métrica útil é a diferença entre a rentabilidade e a taxa Selic/CDI, pois indica o prêmio pago pelo risco de crédito.
“Quanto maior essa diferença, maior o risco assumido. Para quem investe acima do limite do FGC, o Índice de Basileia do banco também deve ser analisado, pois indica sua solidez financeira”, diz Patzlaff.