Qual CDB paga mais? Veja algumas das maiores rentabilidades do mercado

Levantamento feito a pedido da Inteligência Financeira mostra quais CDBs pagam mais nas opções pré e pós-fixado

Ao definir em qual CDB investir, é importante ter em mente que esse tipo de título tem diferentes prazos de vencimento (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Ao definir em qual CDB investir, é importante ter em mente que esse tipo de título tem diferentes prazos de vencimento (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Menina dos olhos dos investidores conservadores, os CDBs mais rentáveis pagam bons retornos aos seus donos graças a Selic em 13,25%. E vem mais altas por aí. É esperado que até o meio do ano a taxa básica suba para 15%. E talvez um pouco acima disso. Assim, saiba qual CDB paga mais entre os prefixados e também pós-fixados.

Levantamento mostra 18 opções entre as mais rentáveis do mercado. Spoiler: quando o assunto é prefixado, o CDB mais rentável identificado pelo estudo é o do Banco Master, que paga 16,50% ao ano. Já entre os pós-fixados, o destaque é o Banco Neon, que entrega 113% do CDI.

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Contudo, é preciso destacar que nem só de rentabilidade vive o CDB. É preciso considerar que os maiores retornos estão relacionados a maiores riscos.

Assim, confira abaixo quais CDBs pagam mais. E, depois, quanto do capital o investidor deve aplicar nessas opções mais rentáveis e como escolher opções que melhor combinem risco e retorno.

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Quais CDBs pagam mais entre os pós-fixados

Instituição financeiraRentabilidade
Banco Neon113% do CDI
Sofisa Direto110% do CDI
BMG110% do CDI
Daycoval107% do CDI
Banco Paraná106% do CDI
Banco Pan103% do CDI
C6 bank103% do CDI
BTG103% do CDI

Conheça também os 10 CDBs que pagam mais entre os prefixados

Instituição financeiraRentabilidade
Banco Master16,50% ao ano
BMG16,06% ao ano
Voiter16% ao ano
Daycoval16% ao ano
Willbank15,90% ao ano
Sinoserra financeira15,60% ao ano
C615,55% ao ano
Haitong Brasil15,47% ao ano
BMG15,30% ao ano
Original15% ao ano
Levantamento feito pelo planejador financeiro Jeff Patzlaff com base em dados de corretoras e bancos a pedido da Inteligência Financeira. Os dados são do dia 19 de fevereiro.

Quanto investir em CDB de banco pequeno?

Os CDBs mais rentáveis são os de bancos menores, o que pode envolver mais riscos em comparação com instituições financeiras mais consolidadas e bem maiores. Por isso, esses CDBs tem de pagar um prêmio superior para atrair o cliente.

Embora não seja aconselhável colocar a maior parte do capital nessas opções, esses CDBs mais rentáveis podem ser usados para buscar retorno superior à carteira.

“Olhando para um perfil conservador, o ideal é até 20% da carteira em CDBs de maior rentabilidade”, diz o planejador financeiro e especialista em investimentos Jeff Patzlaff.

Já para perfis moderados, “de 20% a 40%, combinando com outras opções de renda fixa”.

E por fim, para o perfil arrojado, “pode-se alocar até 50%, mas diversificando entre diferentes bancos para diluir riscos se olharmos somente investimentos em CDB”, avalia Patzlaff.

Vale a pena olhar só para a rentabilidade?

Saber qual CDB paga mais é importante. Mas não basta. O planejador financeiro alerta que não é seguro olhar apenas para a rentabilidade, mesmo que o valor aportado seja abaixo do teto garantido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que é de R$ 250 mil.  

“O FGC não cobre o valor integral de todas as aplicações caso aconteça uma quebra generalizada de instituições financeiras. Além disso, ninguém quer o trabalho de acionar o FGC e ficar alguns dias sem rendimento até esse trâmite se finalizar”, alerta Patzlaff.

Por isso, é importante combinar boas instituições e rentabilidade alta na carteira.

Assim, o principal indicador para avaliar o risco/retorno de um CDB é o rating da instituição financeira, que seria a análise de crédito do emissor.

Nesse sentido, bancos com ratings mais altos (AAA, AA+, AA) são mais seguros, enquanto aqueles com ratings mais baixos oferecem mais risco.

Outra métrica útil é a diferença entre a rentabilidade e a taxa Selic/CDI, pois indica o prêmio pago pelo risco de crédito.

“Quanto maior essa diferença, maior o risco assumido. Para quem investe acima do limite do FGC, o Índice de Basileia do banco também deve ser analisado, pois indica sua solidez financeira”, diz Patzlaff.

A Inteligência Financeira é um canal jornalístico e este conteúdo não deve ser interpretado como uma recomendação de compra ou venda de investimentos. Antes de investir, verifique seu perfil de investidor, seus objetivos e mantenha-se sempre bem informado.

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