PLR, bônus e mais: dicas de onde investir quando entra dinheiro extra

Identificar o prazo e elencar prioridades é um bom começo para decidir o que fazer

Segundo dados do PNAD (janeiro de 2025), cerca de 39 milhões de pessoas trabalham com carteira assinada e têm o direito de receber o 13º salário. Em alguns casos, existem benefícios extras como participação nos lucros ou resultados, a PLR, e até bônus que podem ir além da remuneração regular.

Entre tantos objetivos que dependem de organização financeira, o que fazer quando entra um dinheiro extra? Identificar o prazo e elencar prioridades é um bom começo para decidir o que fazer, antes de assumir gastos que podem causar arrependimentos.

Curto prazo: reserva de emergência, viagens ou compras de oportunidade

Investimentos de curto prazo, adequados na construção de reserva de emergência, são impactados pelo cenário econômico, principalmente pela taxa Selic. Atualmente, os juros estão em patamares elevados, o que favorece aplicações de renda fixa atreladas à Selic, como Tesouro Selic, CDBs de liquidez diária e fundos DI.

Ainda no curto prazo, para quem pretende viajar ao exterior, é importante considerar a variação do dólar. Nesse caso, Fundos cambiais, ETFs internacionais e até mesmo reservas em moedas estrangeiras podem ajudar na proteção contra a valorização do dólar.

“Entretanto, esse tipo de investimento costuma sofrer oscilações. Por isso é melhor investir aos poucos para mitigar esse risco”, avisa a especialista de Portfólio e Recomendação do Itaú, Camila Fioravante.

Médio prazo: quitar dívidas ou aproveitar oportunidades de rendimentos?

Essa não é uma conta simples e depende de como os juros estavam no momento do contrato da dívida. Amortizar financiamentos feitos enquanto as taxas estavam em patamares mais baixos, pode não ser a opção mais rentável, já que existem oportunidades em aplicações financeiras de baixo risco.

“Para proteção do meu financiamento, dividi recursos em diversos vencimentos do Tesouro. No Tesouro Educa+ 2026, 2030, 2035 e 2040 com aplicações decrescentes em cada um desses vencimentos para encaixar com o que estimo pagar no financiamento”. Essa foi a escolha do especialista líder de Recomendação do Itaú, Martin Iglesias.

Longo prazo: onde investir para se aposentar quando quiser

Para quem busca aposentadoria com liberdade e autonomia, dinheiro extra pode ser um momento determinante de investir no futuro e ainda contar com benefícios fiscais no presente.

Além disso, os planos de previdência privada evoluíram bastante nos últimos anos. Atualmente existem opções que combinam diversas estratégias como multimercados, ações, internacionais e até alternativas como crédito privado e investimentos atrelados à inflação.

Essa diversidade permite uma gestão sofisticada do portfólio, ao aproveitar diferentes cenários na busca por rentabilidade. Como a economia tende a passar por mudanças, além da previdência privada, existem outras classes que podem fazer sentido no acúmulo de patrimônio.

“Fundos imobiliários, por exemplo, são excelentes alternativas para quem deseja renda passiva. Já os planos de Ações e ETFs oferecem exposição a empresas de diversos setores e mercados globais, potencializando os ganhos futuros”, recomenda a especialista Camila Fioravante.

“Títulos públicos de longo vencimento como o Tesouro IPCA+, também são interessantes, pois garantem rentabilidade acima da inflação e protegem o poder de compra”, completa.

Outro benefício da previdência privada, especialmente do PGBL, é a vantagem fiscal. É possível deduzir até 12% da renda bruta tributável no Imposto de Renda. Para aproveitar essa vantagem, é necessário fazer a declaração completa do IR e ser contribuinte do INSS ou de outro regime oficial de previdência.

Texto escrito por Mayara Geraldini para íon. Para ler outros conteúdos, acesse ou baixe o app agora mesmo.

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