Gigantes criam fundo de US$ 40 bi para investir em Inteligência Artificial

Mark Walter e Thomas Tull, bilionários por trás de Guggenheim e Legendary, uniram forças em um fundo de US$ 40 bilhões focado em investimentos em inteligência artificial

Mark Walter, o bilionário executivo-chefe da Guggenheim Partners, e Thomas Tull, ex-proprietário da Legendary Entertainment, formaram uma holding de US$ 40 bilhões para fazer grandes apostas em inteligência artificial (IA).

Tull tornou-se presidente adjunto do conselho de administração da TWG Global, que abriga ativos de Walter. Os negócios, então, vão de participações no time de baseball Los Angeles Dodgers, passando pelo clube de futebol Chelsea FC e na Guggenheim Partners, entre outros.

Tull, assim, contribuirá com seus próprios investimentos, que incluem um amplo portfólio de capital de risco e apostas em biotecnologia. Além de participações em startups de defesa e de empresas de mídia.

No total, os ativos da TWG estão avaliados em quase US$ 40 bilhões, segundo três fontes a par do assunto.

Parceria complementar para Inteligência Artificial

“Ao nos unirmos para coliderar a TWG Global, poderemos crescer com maior eficiência e aumentar o valor das empresas do portfólio por meio da implementação de tecnologia e melhorias operacionais”, disse Walter. Ele falou ao britânico Financial Times.

Tull, então, acrescentou: “Nossa história compartilhada de criação de empresas que tentaram transformar setores nos ajuda a identificar oportunidades que outros podem não ver”.

Da Premier League ao mercado de seguros

A parceria une dois investidores bilionários que revolucionaram seus respectivos setores.

Como líder da Guggenheim Investments, Walter estimulou o avanço de poderosos grupos de investimentos de Wall Street em direção a ativos de seguros. Então, um mercado pouco glamuroso, mas lucrativo. E que, assim, hoje é a principal fonte de crescimento da indústria de private equity, avaliada em US$ 13 trilhões.

Sob o comando de Walter, a Guggenheim adquiriu o time de baseball Los Angeles Dodgers. Em parte usando o capital de seguradoras que o grupo controlava.

Ele também é um dos proprietários do Chelsea FC. Desempenhou um papel fundamental no consórcio que comprou o clube de futebol do oligarca russo Roman Abramovich. Ele pagou, então, 4,25 bilhões de libras, em 2022.

Empreendedor começou pobre

Tull é um empreendedor em série que cresceu pobre em Nova York e conseguiu seus primeiros lucros operando lavanderias. Mais tarde ele ganhou bilhões de dólares em Hollywood.

Começando em meados dos anos 2000, sua Legendary Entertainment se tornou uma sensação ao produzir uma série de sucessos de bilheteria. Títulos como “Batman Begins” e o “Cavaleiro das Trevas”, de Christopher Nolan.

Tull vendeu o grupo por US$ 3,5 bilhões em 2016 para um conglomerado financeiro chinês, mas manteve uma participação de 20%.

Após um desentendimento com o comprador, entretanto, Tull deixou Hollywood no ano seguinte e começou a investir longe da indústria do cinema. Ele direcionou os lucros da Legendary para lucrativas startups de defesa e apostas em capital de risco.

Tull supervisiona a Tulco, uma firma de capital de risco. E também a United States Innovative Technology, um grupo de investimentos que aplicou bilhões de dólares apoiando “tecnologias críticas relevantes para o interesse nacional”, como a startup de armas Anduril.

Inteligência Artificial vai gerar novas fontes de lucro

Tull foi apresentado a Walter em 2019 por meio do investimento pessoal conjunto dos dois na corretora de seguros de capital fechado Acrisure. Depois, eles começaram a discutir como a IA iria transformar setores inteiros e poderia ser usada nas empresas que eles controlavam ao criar novas fontes de lucro.

Em 2022, os dois decidiram que deveriam unir seus respectivos interesses sob um único teto, a TWG, e juntos começaram a desenvolver amplas capacidades em IA.

No ano passado, eles contrataram Drew Cukor, um ex-executivo do JP Morgan, para supervisionar uma divisão de dados e IA dentro da companhia holding, que impulsionará a adoção da tecnologia em sua carteira de empresas.

A holding também usará os lucros de ativos existentes para financiar conjuntamente novos investimentos em áreas como esportes, startups de capital de risco e mídia, entre outras.

*Com informações do Valor Econômico

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