Vale e Petrobras: analistas projetam lucros arrojados e aumento de receita no terceiro trimestre

Vale e Petrobras vão anunciar seus resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre após o fechamento de mercado na próxima quinta-feira (28)
Pontos-chave
  • Resultado das duas gigantes brasileiras deve influenciar no movimento da Bolsa

  • Período foi marcado pela volatilidade do minério de ferro e pela valorização do barril do petróleo

Empresas citadas na reportagem:

Vale e Petrobras vão anunciar seus resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre após o fechamento de mercado na próxima quinta-feira (28). A expectativa dos analistas ouvidos pelo Valor é que as duas empresas apresentem lucros arrojados entre julho e setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado. No entanto, frente ao segundo trimestre, deve haver queda na última linha do balanço.

No caso da Vale, a média das expectativas de cinco bancos e casas financeiras compiladas pelo Valor aponta para um lucro líquido de US$ 4,899 bilhões no terceiro trimestre, o que significaria um avanço de 68,4% frente ao terceiro trimestre do ano passado. Mas na comparação com o segundo trimestre deste ano, quando os preços do minério de ferro superaram a barreira dos US$ 200 por tonelada, haveria recuo de 35,4%.

Já a média para as estimativas de receita líquida ficou em US$ 13,378 bilhões, 24,3% maior que o registrado pela mineradora entre julho e setembro de 2020. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, no entanto, a média das projeções significaria um recuo de 19,7%.

Por sua vez, a média de projeções para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) aponta para US$ 7,433 bilhões, 21,9% acima do obtido no terceiro trimestre do ano passado. Mais uma vez, quando comparada com o trimestre imediatamente anterior, a média levantada pelo Valor ficaria abaixo, com resultado 32,6% inferior.

O Valor compilou as estimativas de XP Investimentos, BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA e JP Morgan. As estimativas para o lucro variaram entre US$ 4,084 bilhões, do Itaú BBA, e US$ 6,293 bilhões, do JP Morgan. O banco americano também teve as maiores estimativas para o Ebitda (US$ 8,565 bilhões) e para a receita líquida (US$ 14,080 bilhões), enquanto o Bradesco BBI estimou os menores valores para o Ebitda (US$ 6,903 bilhões) e para a receita líquida (US$ 12,694 bilhões).

Já no caso da Petrobras, o resultado efetivo do lucro líquido depende muito dos efeitos não recorrentes apurados, o que torna a projeção uma tarefa difícil para analistas. A média das previsões é de R$ 18,27 bilhões, o que significaria uma reversão do prejuízo de R$ 1,5 bilhão contabilizado no terceiro trimestre de 2020. Na comparação com o segundo trimestre de 2021, contudo, a média das projeções representa uma retração de 57%.

A previsão é que a empresa se beneficie da alta do petróleo no terceiro trimestre, quando o barril do tipo Brent foi negociado, na média, a US$ 72. Para efeitos de comparação, em igual período de 2020 a média foi de US$ 44, enquanto no segundo trimestre a cotação internacional da commodity foi de US$ 69.

Com isso, a expectativa é que a Petrobras registre um aumento de 74% nas receitas líquidas, na comparação anual, e de 11,2% ante o segundo trimestre de 2021, para algo da ordem de R$ 123,1 bilhões, na média das projeções das quatro fontes consultadas pelo Valor (Ativa Investimentos, BTG Pactual, Credit Suisse e Goldman Sachs).

No caso do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), a média das projeções é de R$ 63,01 bilhões no terceiro trimestre, o que representa um crescimento de 88,4% em relação a igual período do ano passado e de 1,7% ante o segundo trimestre.

O Goldman Sachs acredita que a Petrobras voltará a registrar, no terceiro trimestre, um forte fluxo de caixa livre que dará espaço para que a empresa distribua até US$ 5 bilhões em dividendos adicionais, sem comprometer a meta de redução da dívida para US$ 60 bilhões no futuro próximo.

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