Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado com 73 votos

Com uma votação histórica, Davi Alcolumbre (União-AP) foi eleito neste sábado (1) como o novo presidente do Senado para o próximo biênio. Ele retorna à cadeira que ocupou no biênio de 2019 a 2021

Com uma votação histórica, Davi Alcolumbre (União-AP) foi eleito neste sábado (1) como o novo presidente do Senado para o próximo biênio. O amapaense teve 73 votos dos 81 parlamentares da Casa para suceder seu aliado Rodrigo Pacheco (PSD-MG), consolidando o seu grupo político no comando do Congresso.

Alcolumbre retorna à cadeira que ocupou no biênio de 2019 a 2021. Depois de deixar a presidência, esteve no comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e seguiu com grande influência na gestão de Pacheco, principalmente em torno de emendas parlamentares.

Além de Alcolumbre, os senadores Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Eduardo Girão (Novo-CE) tiveram 4 votos cada. A sessão iniciou com Soraya Thronicke (Podemos-MS) e Marcos Do Val (Podemos-ES) também na disputa, mas ambos retiraram suas candidaturas em plenário.

O amapaense já era o favorito para vencer a disputa. Alcolumbre costurou alianças e teve o apoio de todos os partidos da base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da maioria da oposição, incluindo o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro. O único partido que não aderiu foi o Novo, que teve Girão, seu único quadro, como candidato.

Parlamentares já cantavam que Alcolumbre seria eleito com mais de 70 votos em um jantar promovido, na sexta-feira (31), na casa do senador Weverton Rocha (MDB-MA) em homenagem a Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e ao sucessor.

Em seu discurso ainda como candidato, Alcolumbre defendeu as prerrogativas do parlamento e o equilíbrio entre os Poderes, destacando o impasse com o Supremo Tribunal Federal (STF) em torno das emendas parlamentares.

“O relacionamento entre os Poderes, embora seja regido pela Constituição e pela harmonia, tem sido testado por tensões e desentendimentos. Entre esses desafios, destaco a recente controvérsia envolvendo as emendas parlamentares ao orçamento, que culminou em debates e decisões e com o Supremo Tribunal Federal e o Poder Executivo. Quero ser claro: é essencial respeitar as decisões judiciais e o papel do Judiciário em nosso sistema democrático. Mas é igualmente indispensável respeitar as prerrogativas do Legislativo e garantir que este Parlamento possa exercer seu dever constitucional de legislar e representar o povo brasileiro”, afirmou o parlamentar.

O agora presidente prometeu também retomar o protagonismo do Senado ante a Câmara na deliberação de projetos e reestabelecer o rito das medidas provisórias (MPs).

Com o fim da votação, acontece outra sessão para a eleição dos ocupantes dos cargos da Mesa Diretora, que já estão decididos pela Casa.

Com informações do Valor Econômico.

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