Taxação de Trump sobre alumínio não terá impacto nas projeções em 2025, diz Heineken

Os executivos da Heineken minimizaram eventuais efeitos, nos negócios da companhia, das políticas dos Estados Unidos na direção de impor tarifas de importação ao alumínio. As taxas foram adicionadas, nos últimos dias, pelo presidente Donald Trump.

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Segundo a diretoria da empresa, as projeções de crescimento para o ano não serão alteradas por causa das medidas. Isso porque o grupo já teria adotado instrumentos de “hedge” [proteção contra variações] para a maior parte de 2025 em “commodities” importantes. “Qualquer coisa que acontecer não vai ter impacto no nosso ‘range’ [faixa de variação]”, disse Harold van den Broek, diretor financeiro da empresa.

A Heineken tem como “guidance” (projeção) fechar o ano com crescimento orgânico do lucro operacional (antes de itens excepcionais e amortização de ativos) de 4% a 8%. Broek foi questionado por analistas sobre quais seriam os ventos favoráveis e contrários que foram levados em consideração na formulação das projeções deste ano.

“Nos últimos anos vimos tempos turbulentos e isto nos ensinou não apenas a responder, mas também a antecipar. E esse ‘range’ é porque estamos melhores em identificar risco e planejar cenários. A nossa projeção diz que temos muitos efeitos, como inflação e perda de valor de moedas, e questões políticas”, disse. No lado de atenção, a empresa monitora questões inflacionárias na África.

Já Dolf van den Brink, CEO do grupo, destacou o bom momento do portfólio no Brasil, sobretudo com sua marca principal. “Mantemos nossa expansão na categoria ‘premium’. A Heineken teve 11 anos seguidos de duplo dígito de crescimento em 2024”, disse.

O executivo destacou que, globalmente, a marca cresceu 75% em volume de 2018 até 2024. Segundo o executivo, os crescimentos mais notáveis são na China, Brasil e Vietnã.

Uma das apostas da empresa é a Heineken 0.0, produto sem álcool. A marca é líder no segmento e registrou salto de 10% no volume no ano passado. Hoje, o produto é vendido em 117 países.

*Com informações do Valor Econômico

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