Lucro da Klabin cresce 47% no 4º trimestre, para R$ 543 milhões

Receita líquida da fabricante de papel e celulose atingiu R$ 5,3 bilhões, com alta de 17% no período

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A Klabin, maior produtora de papéis para embalagem e de embalagens de papelão ondulado do país, encerrou o quarto trimestre com lucro líquido de R$ 543 milhões, alta de 47% frente ao mesmo período de 2023. No acumulado do ano, o lucro líquido ficou em R$ 2 bilhões, queda de 28%.

De outubro a dezembro, a receita líquida da Klabin somou R$ 5,3 bilhões, com alta de 17% na comparação anual, com crescimento em todas as linhas de negócio. Sem considerar madeira, a companhia comercializou 1,016 mil toneladas no trimestre, alta de 6% na mesma base de comparação.

Em 2024, a receita líquida da companhia totalizou R$ 19,6 bilhões, crescimento de 9% explicado, principalmente, pelo maior volume de vendas de kraftliner, papel-cartão e embalagens, aumento do preço de celulose, e pela valorização do dólar frente ao real.

O volume total de produção de celulose e papéis foi de 1.058 mil de toneladas no período, aumento de 2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, favorecido, principalmente, pela alavancagem das máquinas MP27 e MP28 e pelo aumento de produção nas plantas de kraftliner e reciclados.

O trimestre foi marcado pela paralização programada da unidade de Monte Alegre (PR), onde são produzidos kraftliner e papel-cartão, que transcorreu conforme planejado, segundo a empresa.

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado trimestral avançou 8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, para R$ 1,8 bilhão.

No ano, o Ebitda ajustado da Klabin alcançou R$ 7,3 bilhões, 16% maior do que o registrado em 2023.

A Klabin encerrou o ano com dívida líquida de R$ 33,3 bilhões, um aumento de R$ 3,8 bilhões em três meses. A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda em 12 meses em dólares ficou praticamente estável, em 3,9 vezes.

No ano, a Klabin investiu R$ 3,3 bilhões em suas operações industriais e florestais e em expansão, uma redução de 33% ante 2023, em conformidade com a projeção fornecida pela companhia.

*Com informações do Valor Econômico

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