CEO vê Vale (VALE3) protegida contra efeitos da guerra tarifária de Donald Trump

Impactos são limitados para minério de ferro, disse Gustavo Pimenta

Gustavo Pimenta foi escolhido como novo presidente da Vale — Foto: Vale/Divulgação
Gustavo Pimenta foi escolhido como novo presidente da Vale — Foto: Vale/Divulgação

Enviado ao Rio de Janeiro – O presidente-executivo da Vale (VALE3), Gustavo Pimenta, disse na quinta-feira (20) ver a companhia relativamente protegida dos efeitos da guerra tarifária iniciada pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump.

“Nossa visão hoje é de que impactos são limitados para minério de ferro”, disse Pimenta a jornalistas sobre o principal produto da Vale (VALE3).

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Segundo o executivo, como os Estados Unidos são autossuficientes em minério para a indústria siderúrgica doméstica, a Vale praticamente não vende o produto para aquele mercado.

Mais cedo neste mês, Trump anunciou uma sobretaxa de 25% sobre as importações de aço e alumínio, em vigor a partir de março.

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Em resposta a Trump, a Comissão Europeia avalia reforçar seu sistema de cotas sobre importações de aço para proteger produtores da União Europeia.

Nesse sentido, para o Bradesco BBI, a guerra tarifária pode reduzir em até US$ 0,7 bilhão a exportação brasileira do aço.

“Se tiver guerra tarifária, isso pode impactar demanda por aço”, disse Pimenta.

Porém, há divergências no mercado sobre os potencias impactos desse cenário para o Brasil.

O economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, por exemplo, avalia que isso pode até mesmo beneficiar o País, por aumentar as relações comerciais do Brasil com a China em commodities.

Para Pimenta, a Vale trabalha com o preço da tonelada do minério de ferro num preço de equilíbrio de US$ 90 no longo prazo.

Em 2024, a Vale vendeu 306,6 milhões de toneladas de minério de ferro.

Nesta quinta-feira, a cotação do metal na China fechou valendo US$ 144,91.

Tarifas maiores no níquel não fariam sentido, diz Vale

Segundo o vice-presidente de finanças e relações com investidores da Vale, Marcelo Bacci, a sobretaxa dos EUA sobre as importações de níquel não faria sentido.

Isso porque, segundo ele, o país importa cerca de 90% do que precisa desse metal.

E a Vale é uma das maiores fornecedoras do produto para os Estados Unidos, a partir do Canadá.

Para Bacci, portanto, uma sobretaxa americana sobre o níquel não teria o efeito desejado de proteger produtores locais.

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