Banco do Brasil (BBAS3) confia na recuperação do agro e na oferta de crédito

Encontro de executivos do Banco do Brasil com jornalistas, após a divulgação dos resultados, teve tom otimista e confiança em desempenho

Empresas citadas na reportagem:

O Banco do Brasil confia na recuperação do agro e no avanço na oferta de crédito relacionado ao e-social para atingir a ponta de cima do seu guidance. E diz que os outros bancos não tem conseguido avançar sobre o seu mercado, apesar das tentativas.

Falando do segmento agropecuário, mas não apenas, o CFO do BB, Geovanne Tobias, diz ser “muito melhor que o Itaú”. A firmação foi feita durante encontro com jornalistas nesta quinta-feira (20) para comentar os resultados da instituição financeira.

“Queria ver bancos privados entregando o que entregamos em cadeia de valor”, argumenta o executivo. “Eles perceberam que o agro é pop agora, o agro é pop para nós há muito tempo”, acrescenta.

Banco do Brasil: tom de otimismo

A presidente do banco, Tarciana Medeiros, ressaltou a profusão de recuperações judiciais no agronegócio. Ainda assim, ela avalia que a carteira do banco variou “de maneira interessante”.

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, durante entrevista com jornalistas. Foto: Nilton Fukuda/Divulgação

“O banco mantém a liderança (no agro), sem perder market share em um ano”, avalia a presidente. Além da recuperação do agronegócio, o BB confia no avanço em segmentos de pessoa física e jurídica. Baseia essa confiança principalmente no crédito consignado relacionado ao e-social para então avançar no crédito consignado privado, que hoje está nas mãos de Itaú e Santander.

“Nossa carteira é o sonho de qualquer banco”, avalia a presidente. Ela se refere à distribuição praticamente igual entre os braços de agro, PF e PJ.

Assim, na linha de crédito PJ para o setor privado, excluído o agro, a perspectiva é de crescer dois dígitos, acima da concorrência. Nesse sentido, o BB enxerga oportunidades também no cartão de crédito, hoje com grande participação dos bancos privados.

O desempenho do Banco do Brasil

O vice-presidente financeiro do Banco do Brasil, Geovanne Tobias, disse ainda que o guidance para 2025 é uma “bússola”, mas que a instituição está mirando o topo da previsão para lucro neste ano, de R$ 41 bilhões. Ontem, o BB divulgou suas previsões corporativas para 2025 e projetou um lucro que vai de R$ 37 bilhões a R$ 41 bilhões neste ano, depois de ter entregado um resultado de R$ 37,896 bilhões em 2024.

“Claro que todo mundo está consciente dos riscos que temos em 2025, com alta dos juros e aumento da inadimplência”, disse Tobias a jornalistas, acrescentando que o banco deve continuar crescendo em linhas mais seguras e vê oportunidades, por exemplo, na reformulação do consignado privado, em desenvolvimento pelo governo. “Vamos financiar a expansão do crédito de maneira diligente, responsável”, disse ainda o executivo.

Em relação ao payout (porcentagem do lucro distribuído aos acionistas) de 40% a 45%, também divulgado ontem, Tobias afirmou que o objetivo é mirar na ponta alta do intervalo. “Antes payout era de 40%, aí em 2024 expandimos para 45%; nova faixa de 40% a 45% não é só para 2025, é para os próximos três anos”, disse. “Ajustamos política para nos dar flexibilidade.”

De acordo com ele, o nível de capital da instituição é robusto suficiente para financiar a expansão dos negócios. “A base de capital hoje está em nível ótimo”, acrescentou o vice-presidente de riscos, Felipe Prince.

Com informações do Valor Econômico

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