Morning call: IPCA-15, discursos do Fed e Haddad em destaque
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Os investidores devem acompanhar a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de fevereiro. Além disso, no cenário doméstico, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa da CEO Conferece 2025 do BTG Pactual, em São Paulo. No exterior, dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) discursam ao longo do dia.
À seguir, os destaques desta terça-feira (25).
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica, às 9h, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de fevereiro. Então, a prévia da inflação deve indicar que a variação de preços acelerou para 1,36% em fevereiro, segundo mediana de 28 estimativas coletadas pelo Valor junto a consultorias e instituições financeiras.
Assim, as projeções de inflação coletadas foram de 0,56% a 1,53%. Portanto, no acumulado em 12 meses, a mediana indica inflação de 5,1%, para projeções que foram de 4,28% a 5,27%.
Em janeiro, o IPCA-15 foi de 0,11%. A inflação pelo IPCA cheio no mês ficou em 0,16%.
Fiscal no radar
A trajetória das contas públicas permanecerá no foco dos agentes. Isso após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgar os produtos gratuitos oferecidos pelo Farmácia Popular. Além disso, Lula anuncia o início do pagamento de R$ 1 mil aos alunos participantes do programa Pé-de-Meia aprovados no ensino médio, em um pronunciamento na noite desta segunda-feira.
Leilões do Tesouro
A Secretaria do Tesouro Nacional faz às 11h leilão tradicional de Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B). As LFT vencem em 1º de março de 2028 e 1º de março de 2031. As NTN-B, em 15 de agosto de 2028, 15 de agosto de 2032 e 15 de maio de 2045. A liquidação financeira dos papeis ocorrerá na quarta-feira.
Já nos Estados Unidos, o departamento do Tesouro dos EUA realiza leilão de T-notes de 5 anos. Às 15h (de Brasília), saem os resultados.
Morning call: como fecharam as bolsas na segunda-feira?
Medidas com potencial de atuar na contramão do trabalho feito pela política monetária, que podem ser anunciadas pelo governo nos próximos dias, voltaram a assombrar o mercado local na sessão.
Novos números de atividade também elevaram as dúvidas sobre a desaceleração da economia, o que pressionou os juros futuros.
A subida mais expressiva das taxas teve efeito direto sobre o Ibovespa, que fechou em queda firme, de 1,36%, aos 125.401 pontos, bem perto da mínima, de 125.162 pontos. Na máxima intradiária, ele chegou a bater 127.275 pontos.
Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,08%, aos 43.461,21 pontos, o S&P 500 recuou 0,50%, aos 5.983,28 pontos e o Nasdaq caiu 1,21%, aos 19.286,925 pontos. Entre os setores do S&P 500, tecnologia (-1,43%) e consumo discricionário (-0,87%) apresentaram as maiores quedas, enquanto saúde (+0,76%) e o setor financeiro (+0,45%) lideraram as altas.
Bolsas asiáticas em queda livre
As bolsas da Ásia fecharam em queda, com as ameaças tarifárias de Donald Trump pesando no sentimento do investidor, e após o banco central da Coreia do Sul cortar sua taxa básica e reduzir sua previsão de crescimento para este ano.
No Japão, o índice Nikkei 225 caiu 1,39% a 38.237,79 e, na Coreia do Sul, o índice Kospi caiu 0,57% a 2.630,29. O índice Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,3% a 23.034,02 pontos. Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 0,8% a 3.346,04 pontos.
As ações japonesas fecharam em baixa em meio a preocupações persistentes sobre as políticas comerciais dos Estados Unidos. Além disso, o Banco da Coreia cortou hoje as taxas de juros em mais 0,25 ponto percentual, para 2,75%, e citou desafios da política tarifária de Trump.
“Com o crescimento definido para enfrentar desafios e a inflação provavelmente permanecendo baixa, mantemos nossa visão de que a taxa básica será reduzida para 2,00% até o final do ano”, diz o economista da Capital Economics, Gareth Leather.
Na China, as ações de mídia liderando os declínios, enquanto os investidores estão esperando as “Duas Sessões” no início de março para mais sinais de medidas de estímulos econômicos de Pequim.
Com informações do Valor Econômico
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