Morning call: Vale (VALE3), bancões e Carrefour seguem no foco do mercado nesta quinta-feira

No começo do dia, a pergunta era se a bolsa poderia engatar um rali. Após o fechamento, a sensação é de voo de galinha

Empresas citadas na reportagem:

O dia com agenda econômica reduzida – há dados sobre o varejo brasileiro e a taxa de inflação aos produtores de janeiro nos Estados Unidos – indica que o mercado fica de olho em mais informações envolvendo novo investimento da Vale (VALE3). Assim como eventuais repercussões de relatórios norte-americanos sobre Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11). Sem contar o processo de saída do Carrefour (CRFB3) da bolsa de valores. Eis a constatação do morning call.

Assim, vamos ao caso da Vale (VALE3). O governo federal anunciou que a mineradora vai realizar investimento de R$ 70 bilhões na expansão de suas atividades em Carajás, no Pará. Trata-se de ampliar a exploração de ferro e cobre na região.

Como o anúncio foi feito no fim da quarta-feira, gestores, analistas e o mercado de forma geral devem estar fazendo as contas e os estudos para entender quais os impactos dessa decisão.

Morning call: análise sobre Bradesco e Santander

O foco em dois dos principais bancos brasileiros é outro. Advém de análises feitas nos Estados Unidos sobre o Bradesco (BBDC4). E o Santander (SANB11). A constatação é de que o Bradesco ficou para trás e que o Santander mostra recuperação mais sólida.

Por fim, o mercado também segue – a palavra do dia é essa, seguir – a caminhada do Carrefour (CRFB3) para deixar a bolsa de valores. Nesse sentido, para o investidor pessoa física que acompanha o morning call, vale a pena ler esta reportagem da Inteligência Financeira que trata sobre o que fazer com as ações.

Finalmente no morning call: como fechou a bolsa na quarta

Mais cedo nesta quarta-feira, em relatório de análise gráfica do Ibovespa, o Itaú BBA questionava: é de fato um rali ou voo de galinha na B3? A julgar pelo resultado no fim do dia, a segunda alternativa é a correta.

A bolsa de valores fechou em queda de 1,69% e o índice retornou aos 124,3 mil pontos. O esperado rali aconteceria (ou acontece?) caso o índice ultrapassasse os 127,4 mil pontos.

Assim, vale destacar que a bolsa de valores tem se recuperado em 2025. Nunca nos esqueçamos que o ano começou na casa dos 120 mil pontos. Mas a síndrome de lenga-lenga – sobe um dia, cai no outro – permanece. Dito tudo isso, cabe lembrar ainda que há expectativas de que a bolsa chega em 145 mil pontos neste ano. Será mesmo?

Bolsas da Ásia têm sinal misto

As bolsas da Ásia fecharam sem direção comum, com avanço nas ações de eletrônicos e automóveis japoneses, enquanto os mercados chineses recuaram refletindo perdas no setor de tecnologia.

O índice Nikkei 225 do Japão fechou em alta de 1,28% a 39.461,47 pontos e o índice Kospi da Coreia do Sul subiu 1,36% a 2.583,17 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,20% a 21.814,37 pontos e, na China continental, o índice Xangai Composto recuou 0,42% a 3.332,48 pontos.

“A recuperação do Nikkei 225 das mínimas da semana passada continua, com o preço tocando brevemente 39.500 durante o pregão”, disse o analista-chefe de mercados do IG, Chris Beauchamp. “No curto prazo, um fechamento abaixo de 39.000 sinalizaria que uma reversão pode estar em jogo.”

Nas bolsas chinesas, as ações de tecnologia e semicondutores recuaram, após uma alta recente desencadeada pelo avanço da empresa de inteligência artificial (IA) DeepSeek. A Semiconductor Manufacturing International Corpation (SMIC) caiu 3,1% e a Hygon Information Technology recuou 4,3%.

Com informações do Valor Econômico.

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