Menor IPCA para janeiro desde a criação do real tem alívio na conta de luz e mais pressão de alimentos

Inflação oficial desacelerou a 0,16% no primeiro mês do ano e derrubou a taxa acumulada em 12 meses para 4,56%

Torres de transmissão de energia elétrica. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Torres de transmissão de energia elétrica. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O IBGE informou nesta terça-feira (11) que o IPCA subiu 0,16% em janeiro de 2025. Dessa forma, o resultado ficou abaixo da taxa de 0,52% observada em dezembro de 2024.

O índice apurado é o menor para um mês de janeiro desde o início do Plano Real, em 1994. A variação também ficou dentro das projeções do mercado financeiro.

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Agora, a inflação oficial acumula alta de 4,56% em 12 meses ante 4,83% da leitura anterior.

Bônus de Itaipu derruba IPCA de janeiro

Entre os destaques, a energia elétrica residencial recuou 14,21% e exerceu o impacto negativo mais intenso (-0,55 ponto percentual) sobre o IPCA de janeiro.

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Como antecipado pelo mercado, o alívio na conta de luz foi puxado pela incorporação do Bônus de Itaipu. Esse é um desconto temporário nas tarifas de eletricidade durante janeiro.

Assim, o grupo da habitação teve queda de 3,08% no mês e impacto de -0,46 p.p. sobre o índice geral.

Transporte público mais caro pesa na inflação oficial

Por sua vez, o grupo transportes (1,30%) contribuiu com a maior pressão no IPCA de janeiro (0,27 ponto percentual).

Então, o resultado foi influenciado pelo aumento nos preços das passagens aéreas (10,42%) e do ônibus urbano em várias capitais (3,84%).

Já no grupamento dos combustíveis (0,75%), houve aumentos nos preços do etanol (1,82%), do óleo diesel (0,97%), da gasolina (0,61%) e do gás veicular (0,43%).

Preço de alimentos no foco

Finalmente, o grupo alimentação e bebidas avançou pela quinta vez seguida (0,96% agora) e teve impacto de 0,21 no índice geral do primeiro mês de 2025.

A alimentação no domicílio subiu 1,07%, influenciada pelas altas da cenoura (36,14%), do tomate (20,27%), e do café moído (8,56%). Por outro lado, sobressaíram as quedas da batata-inglesa (-9,12%) e do leite longa vida (-1,53%).

Enquanto a alimentação fora do domicílio desacelerou de 1,19% em dezembro para 0,67% em janeiro. Tanto o lanche (0,94%) quanto a refeição (0,58%) tiveram variações inferiores às do mês anterior (0,96% e 1,42%, respectivamente).

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