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Bolsa de Valores hoje: Acompanhe em tempo real as notícias do Ibovespa no dia 04/04/2025
Última Atualização: 04 abr. 2025, 17:18
FECHAMENTO: Bolsas de NY têm pior semana desde a crise de covid em 2020, após retaliação tarifária da China
As principais bolsas de Nova York despencaram no pregão desta sexta-feira (04), registrando seu pior desempenho desde março de 2020, início da crise da covid-19, de acordo com informações da Dow Jones. Os mercados amargaram perdas após a China anunciar ainda no começo do dia tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos.
No fechamento, o índice Dow Jones cedeu 5,50%, aos 38.314,86 pontos, enquanto o S&P 500 registrou queda de 5,97%, aos 5.074,08 pontos, próximo às mínimas do dia. Já o Nasdaq despencou 5,82%, aos 15.587,79 pontos. Na semana, a depreciação foi de -7,92%, -9,11% e -10,02%, respectivamente.
No dia, os setores mais prejudicados foram os de energia (-8,7%), finanças (-7,39%) e tecnologia (-6,33%). As ações de empresas de tecnologia foram o destaque negativo, especialmente para os ativos da Tesla (-10,42%), Arm Holdings (-10,24%) e Nvidia (-7,36%). A chinesa PDD Holdings despencou 8,32%.
Os analistas do Goldman Sachs, liderados por Xinquan Chen, apontam que o impacto no crescimento e na inflação das medidas retaliatórias de hoje são limitados para a China. Ainda assim, a mudança de estratégia do país para uma postura retaliatória indica o aumento dos riscos de uma maior escalada nos conflitos comerciais entre os países.
“No que diz respeito à política doméstica, continuamos a esperar um afrouxamento da política fiscal como um importante suporte para compensar os obstáculos ao crescimento provenientes das tarifas dos EUA. Como mencionado anteriormente, vemos a depreciação da moeda como uma ferramenta cara e menos eficaz para compensar os desafios ao crescimento causados pelas tarifas dos EUA”.
Os economistas também apontam que a implementação das tarifas recíprocas pelo governo Trump devem ter um impacto negativo no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Já para a China, o Goldman estima que as tarifas adicionais de 34% poderiam representar um risco de 50 pontos-base para a inflação ao produtor (PPI) do país.
04/04/2025 17:19:51
— Valor Econômico
FECHAMENTO: Dólar dispara 3,68% e volta a R$ 5,83 em dia de estresse por temor de recessão global
O dólar à vista reverteu toda a perda de ontem e ainda recuperou parte das desvalorização observada nas semanas anteriores, retomando o nível observado em meados de março. O temor de que o “tarifaço” promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gere retaliações dos países afetados se intensificou hoje, , que fortificaram a preocupação com uma recessão da economia global.
No fim dos negócios, o dólar comercial era negociado em alta de 3,68%, na maior valorização diária desde 10 de novembro de 2022, cotado a R$ 5,8355, próximo da máxima de R$ 5,8450 e distante da mínima de R$ 5,6991. No acumulado da semana, o avanço da moeda americana foi mais contido, de 1,32%, devido à . Já o euro comercial exibiu valorização de 2,92% e terminou o pregão negociado a R$ 6,3858, avançando 2,41% na semana.
Os temores relativos a uma recessão global afetaram em cheio os preços de commodities, que sofreram um tombo de forma generalizada e pressionaram as moedas de mercados ligados às exportações das matérias-primas. O real, sensível aos preços do petróleo, do minério de ferro e das agrícolas, registrou o terceiro pior desempenho do dia, atrás, somente, dos pares na exportação de commodities: o dólar australiano e a coroa norueguesa.
04/04/2025 17:15:02
— Valor Econômico
FECHAMENTO: Ouro tem forte queda com tarifas retaliatórias da China e venda de ativos globais
Os contratos futuros de ouro caíram nesta sexta-feira em linha com a maior parte dos ativos globais, em reação ao anúncio de que a China irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos Estados Unidos. Neste contexto, os agentes financeiros estão vendendo suas posições do metal precioso, que tem acumulado consecutivos recordes de cotação em meio às incertezas comerciais e geopolíticas.
No fechamento, os contratos futuros de ouro para junho registraram queda de 2,76% a US$ 3.035,4 por onça-troy na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). O forte desempenho do dólar na sessão também empurra o preço do metal precioso para baixo. O DXY, índice que mede o desempenho do dólar norte-americano frente a uma cesta de moedas estrangeiras, avança 1,15% no dia.
A queda acentuada dos contratos futuros de petróleo, de mais de 7% até o momento, também influencia no preço do ouro. Ambas as commodities são comumente vendidas nas mesmas cestas e, dessa forma, quando uma delas tem uma forte desvalorização, isso pode influenciar na cotação da outra.
Ainda assim, o Goldman Sachs reitera sua projeção positiva para o ouro no ano, destacando o fluxo de compra para o metal precioso por bancos centrais e pela maior demanda de ETFs, mantendo a previsão em US$ 3.300/toz.
“Vemos isso – assim como outras quedas potenciais no mercado de ouro – como uma oportunidade para os investidores comprarem ouro, que continua sendo nossa visão de maior convicção em commodities”, disseram os economistas do banco.
04/04/2025 14:59:15
— Valor Econômico
GIRO DO MERCADO: Wall Street amplia perdas em dia de forte aversão a risco e dólar à vista vai às máximas
As bolsas em NY ampliaram as perdas durante a tarde desta sexta-feira, em um dia de forte aversão a risco nos mercados. Temores relativos a uma desaceleração mais profunda da economia global ativaram a cautela dos investidores, especialmente após a China anunciar tarifas retaliatórias sobre os produtos importados dos EUA.
Por volta das 14h20, o Nasdaq tinha queda de 5,15%, o S&P 500 caía 5,02%, e o Dow Jones recuava 4,38%.
Já o dólar à vista continuava exibindo forte valorização frente ao real e ia às máximas, com um avanço de 3,72%, a R$ 5,8377. A divisa brasileira está entre as cinco piores do dia, ao lado dos dólares neozelandês e australiano e da coroa norueguesa (todas mais sensíveis aos preços de commodities, que hoje têm queda generalizada).
No mesmo horário, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, ampliava a valorização e avançava 1,02%, aos 103,117 pontos.
O Ibovespa, por sua vez, despencava 3,11%, aos 127.067 pontos, com perdas expressivas em ações de commodities, como Vale e Petrobras. As ações da mineradora recuavam 4,81%, enquanto as PN da petroleira cediam 5,50%.
Já os juros futuros registravam queda na maioria dos vencimentos. No horário acima, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 recuava de 14,785%, do ajuste anterior, para 14,765%.
04/04/2025 14:47:13
— Valor Econômico
Commodities metálicas recuam com força com retaliação da China aos EUA
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Powell: É muito cedo para dizer qual será o caminho apropriado para a política monetária
GIRO DO MERCADO: Aversão a risco se intensifica; dólar salta 3% e Ibovespa toca os 126 mil pontos
O movimento global de venda de ativos de risco se intensificou no fim da manhã desta sexta-feira e provocou perdas ainda mais robustas nos principais mercados do Brasil. Temerosos com uma guerra comercial após a China retaliar as tarifas impostas pelos Estados Unidos, os investidores correm para a segurança do dólar e reduzem drasticamente a exposição nos mercados acionários ao redor do mundo.
A forte aversão ao risco provoca uma queda acentuada no Ibovespa, que recuava 2,97%, aos 127.241 pontos, por volta de 12h10, após tocar a mínima intradiária de 126.466 pontos. A escalada da guerra comercial global levanta dúvidas sobre a demanda por commodities, pressionando as ações ordinárias da Petrobras e da Vale, que caem 5,87% e 4,32%, respectivamente, devido à desvalorização dos preços do petróleo e do minério de ferro no mercado internacional.
Os contratos futuros do tipo Brent para entrega em junho caíam 6,39%, a US$ 65,64 por barril na Intercontinental Exchange (ICE). Já o petróleo WTI para maio recuava 7,33%, a US$ 62,01, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
No mercado à vista de câmbio, o dólar comercial disparava 2,93%, a R$ 5,7933, após tocar a máxima intradiária de R$ 5,8228. O euro comercial subia 2,61%, a R$ 6,3668. O movimento da taxa de câmbio doméstica segue a apreciação global do dólar, com o índice DXY (que mede a força da moeda americana ante seis pares) subindo 0,45%, aos 102,528 pontos.
Pressionados pela forte desvalorização do real, os juros futuros reduziram o ritmo de queda, mas ainda exibem forte recuo, seguindo o movimento global diante da perspectiva de uma desaceleração acentuada da atividade econômica. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 caía de 14,405%, do ajuste anterior, para 14,295%, e a da T-note americana de dez anos cedia de 4,033% para 3,959%.
04/04/2025 13:32:04
— Valor Econômico
Morre o ex-diretor do BC Claudio Mauch
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