Lula prevê crescimento econômico acima do esperado e aposta na microeconomia

Presidente Lula afirma que a economia brasileira crescerá mais que o previsto e que a microeconomia será crucial para o desenvolvimento do país, com foco em medidas de crédito para a população

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (24) que a economia brasileira vai crescer “mais que o previsto” neste ano. Ele afirmou ainda, que a microeconomia, não a macroeconomia, é que irá “salvar o país”, sinalizando que pretende levar adiante medidas que tornem o crédito mais acessível à população.

Lula fez as declarações ao discursar em cerimônia de assinatura do contrato de navios da Transpetro pelo Programa de Renovação da Frota Naval do Sistema Petrobras, em Rio Grande (RS).

“Não acredite nessa bobagem da macroeconomia: ‘Ah, a economia não vai crescer’. Deixe a bola rolar. […] Pode se preparar que vai crescer mais [que o previsto] agora”, disse Lula, lembrando que nos dois primeiros anos de seu governo analistas erraram para baixo as previsões de crescimento do PIB.

“Quando eu deixei a Presidência [em 2010, a economia crescia 7,5%. De lá para cá, ela nunca cresceu acima de 3%. Precisou nós voltarmos para ela crescer mais que 3% e gerar mais emprego.”

Lula disse ainda que é colocar dinheiro nas mãos da população pobre o que faz a economia rodar.

“O que faz a economia girar não é a quantidade de bilhões que a gente anuncia [para os empresários]. É a quantidade de milhões que rodam junto ao povo mais humilde. O que roda a economia é dinheiro na mão do povo”, disse. “Olhe para a microeconomia deste país, sem desprezar a macro. Mas é na microeconomia que a gente vai salvar este país. Eu quero pouco dinheiro na mão de muitos, não muito dinheiro na mão de poucos.”

O PIB brasileiro cresceu 3,2% em 2023, primeiro ano desse terceiro mandato de Lula, e a estimativa é que tenha crescido mais do que 3,5% no ano passado. O dado oficial de 2024 ainda não foi divulgado pelo IBGE.

Para este ano, a expectativa do mercado e de instituições como o Banco Central e a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda é de uma desaceleração para algo entre alta de 2,1% e 2,3%.

Lula, entretanto, sinaliza que apostará em medidas de crédito para impulsionar o crescimento, caso do consignado para trabalhadores do setor privado. A medida ainda está sendo desenvolvida no governo.

Tudo isso ocorre num contexto de alta inflação dos alimentos, que vem minando a popularidade do presidente e ameaçando suas possibilidades de reeleição.

Segundo o último Datafolha, divulgado em fevereiro, a aprovação de Lula despencou de 35% para 24%, contra uma reprovação que subiu 7 pontos, 41%.

*Com informações do Valor Econômico

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