Dividendos do BB podem chegar a R$ 18 bilhões em 2025, mas banco precisa bater teto do ‘guidance’

Se o cenário for o mais positivo possível, com lucro de R$ 45 bi, dividendos do Banco do Brasil devem render yield de 11,4%

Fachada da sede do Banco do Brasil, em Brasília (DF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fachada da sede do Banco do Brasil, em Brasília (DF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram na bolsa após a divulgação dos resultados pela instituição financeira com investidores realizando lucros. Contudo, as projeções, ao menos para os proventos, apontam dividendos do Banco do Brasil tão bons ou até melhores em 2025 que os vistos no ano anterior.

Victor Bueno, analista da Nord Research, diz que, “em termos de payout, o ano de 2025 deve ser parecido com o de 2024”. Assim, o BB prometeu 40% e depois avançou para 45% ao final do ano, conforme os bons resultados se avolumaram.

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Ou seja, a empresa distribuiu dentre os seus acionistas 45% do seu lucro líquido para quem detinha suas ações em forma de dividendos ou JCP.

Da mesma maneira, em 2025, se o cenário for o mais positivo para o banco, batendo o teto do guidance, de R$ 45 bilhões, o pagamento de dividendos do BB deve chegar a R$ 18 bilhões. Isso daria 11,4% de DY. Em 2024, os dividendos do BB foram de R$ 14,8 bi. “O que seria bem satisfatório, lembrando que a média histórica das boas pagadores de dividendos do Brasil é na casa dos 6%”, explica Bueno.

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Razões para acreditar que os dividendos do Banco do Brasil podem bater no teto

Para tanto, o BB (BBAS3) confia basicamente em três pontos de apoio. A recuperação do agro, com crescimento previsto de 6%, entrada no setor de crédito consignado privado associado ao e-social e avanço no cartão de crédito.

“Esses pontos podem ser importantes para o banco. Especialmente considerando que o crédito consignado e a recuperação do setor agropecuário são áreas com alto potencial de crescimento. Assim, impulsionariam a geração de receita”, diz Hayson Silva, analista da Nova Futura Investimentos.

Ainda assim, Silva diz que essas estratégias, mesmo que realizadas como o esperado, “podem não ser suficientes sozinhas para bater a ponta de cima do guidance”.

Assim, será preciso “executar essas iniciativas de forma eficiente. Além disso, manter um controle rigoroso sobre os custos e qualidade do crédito para garantir o guidance”, acrescenta Silva.

Crédito consignado via e-social

Caso consiga atingir suas expectativas com o crédito consignado privado, em particular, Marcos Duarte, analista de Investimentos da Descomplica, aponta que se abre novo front de crescimento.

“Mesmo o Banco do Brasil (BBAS3) tendo uma função pública que exerce, existe a chance de uma previsibilidade maior de receitas com a segurança de um crédito consignado desse tipo”, diz Duarte. Vale lembrar que o BB é hegemônico no consignado público há décadas.

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