As cinco razões do Bank of America para comprar ações da JBS (JBSS3) neste momento

Segundo relatório, investidores recentemente realizaram lucros com o papel que, no entanto, tem possibilidade de subir 52% em 12 meses

Empresas citadas na reportagem:

As ações da JBS (JBSS3) caíram 14% no acumulado do ano até esta sexta-feira (21), enquanto o Ibovespa teve valorização de 5%. O que isso significa? Para o Bank of America, é um excelente ponto de compra.

Em relatório, o banco de investimentos norte-americano avalia que essa divergência reflete uma realização de lucros (após um rali de 60% em 2024).

“Acreditamos que isso cria uma oportunidade de compra particularmente atraente e reiteramos a JBS com classificação de compra”, afirmam Isabella Simonato, Julia Zaniolo e Fernando Olvera, autores do documento.

Para os analistas, a gigante de proteínas tem uma forte combinação de lucros resilientes, crescimento e preço atrativo da ação.

Assim, mesmo reduzindo a estimativa de lucro por ação em 2025 (de R$ 5,97 para R$ 5,76), devido a maiores investimentos, o BofA ainda vê potencial de alta de 52% para o papel nos próximos 12 meses.

Nesse sentido, para sustentar essa visão, os especialistas do banco ofereceram cinco argumentos principais.

Lucros resilientes devido à diversificação dos negócios

De acordo com o BofA, a JBS (JBSS3) deve ter resultado operacional resiliente até 2026, com o lucro antes de impostos, juros, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês), na casa de R$ 35 bilhões anuais.

Isso, apesar de um cenário desafiador para a carne bovina dos Estados Unidos e margens de frango em declínio no Brasil.

“Os resultados devem ter impulso de margens sólidas de carne suína com a Pilgrim’s Pride nos EUA e um real mais fraco”, diz o documento.

JBS tem oportunidades de crescimento: orgânico e via aquisições

Durante encontro com investidores, em Nova York, na semana passada, executivos da JBS sinalizaram contínuo aumento da receita e melhora de margens via diversificação e investimentos estratégicos (orgânicos e inorgânicos). A empresa tem mais de 70 marcas (incluindo Seara, Swift, Doriana, Marba e Pilgrim’s), vendidas em cerca de 190 países.

Dívida sob controle e dividendos fortes da JBS

A JBS (JBSS3) tem uma relação de dívida líquida/Ebitda de 2 vezes, com geração de fluxo de caixa estimado em R$ 9,6 bilhões em 2025. Segundo o BofA, isso deve dar suporte à estratégia de crescimento da empresa e à distribuição de caixa.

A previsão dos analistas é de que a companhia repasse 45% do lucro de 2025 aos acionistas e que o rendimento da ação em dividendos atinja 8,4%.

Valor atrativo de JBSS3

Ainda de acordo com o relatório, a ação da JBS é negociada com um desconto em relação a rivais globais. Nas contas dos analistas, JBS é negociada atualmente a 4,3 vezes o Ebtida em 2025 (rivais dos Estados Unidos têm índice de 7,5 vezes).

Se usar o indicador de preço/lucro, a JBS tem índice de 5,4 vezes, inferior ao da BRF em Ebitda, de 9,2 vezes.

Possível listagem de JBSS3 em bolsa de Nova York

A listagem da JBS (JBSS3) em uma bolsa de Nova York é um desejo antigo dos controladores da empresa. Recentemente, executivos sinalizaram que isso pode finalmente acontecer ainda no primeiro semestre de 2025. Isso poderia agir como um gatilho para a ação, segundo analistas. “Acreditamos que a JBS tem espaço para uma nova classificação, após uma potencial listagem nos EUA”, diz o relatório.

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