Declaração do Imposto de Renda: é melhor fazer sozinho ou contratar um profissional?

Como declarar o Imposto de Renda? É possível fazer sozinho ou é sempre necessário buscar auxílio profissional? Fizemos estas perguntas a Luciana Pantaroto, vice-presidente da comissão de certificação da Planejar e sócia da consultoria Dian e Pantaroto.
De acordo com a especialista, “sim, é possível fazer a declaração do Imposto de Renda por conta própria, especialmente em casos mais simples, e quando o contribuinte tem algum conhecimento sobre o assunto”.
Mas quais são esses casos mais simples e quais são as situações mais complexas, aquelas em que a ajuda profissional especializada na declaração do IRPF provavelmente será indispensável? A resposta, que detalhamos na sequência, depende muito das suas fontes de renda e investimentos.
Em todo caso, vale reforçar, é recomendável procurar ajuda de um contador ou planejador financeiro sempre que tiver dúvidas.
Quando declarar Imposto de Renda sozinho?
De acordo com Luciana Pantaroto, é mais seguro declarar Imposto de Renda sozinho se você for uma pessoa com um emprego, poucos bens e poucas despesas dedutíveis. A parte de como fazer ficou mais fácil nos últimos anos, com a chamada declaração pré-preenchida, instituída pela Receita Federal.
Na declaração pré-preenchida, que pode ser acionada no programa da declaração do IRPF 2025, todas as informações já conhecidas e informadas por fontes pagadores são acrescentadas automaticamente. Por exemplo, o informe de rendimento de empresas e os dados de instituições financeiras.
Isso ajuda quem busca saber como declarar o Imposto de Renda sozinho. Contudo, é preciso ter cautela, porque há bens e despesas que podem escapar da ferramenta. “A declaração pré-preenchida deve servir apenas como ponto de partida, cabendo ao contribuinte revisar todos os dados para evitar erros, como duplicidade ou omissão de informações, entre outros”, afirma Pantaroto.
Quando você deve buscar ajuda profissional?
Por outro lado, há clientes que possuem algumas peculiariedades que aumentam a necessidade de um auxílio especializado. Por exemplo, pessoas com diferentes fontes pagadoras e com patrimônio e rendimentos no exterior. Além disso, investidores ativos na bolsa de valores ou em criptoativos e aqueles que possuem muitas despesas dedutíveis.
“Nesses casos, contar com assessoria especializada é fundamental para garantir o correto cumprimento das obrigações fiscais e a declaração precisa de todas as informações, além de possibilitar a identificação de oportunidades legais para reduzir a carga tributária”, afirma a planejadora financeira Luciana Pantaroto.
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